UM MEIO EM CONFUSÃO

A trajetória do ser humano ao longo de uma existência, para aqueles que refletem, vem acompanhada de inúmeros questionamentos. Para aqueles que passam pela vida no automatismos, as dúvidas existenciais aparecem, mas, nem sempre se tornam perceptíveis. Contudo, aqueles que acessam as perguntas interiores, muitas são as dúvidas que podem se tornar perceptíveis. O nascimento, por exemplo, traz com ele questões: de onde vim? por que existo? qual a razão do meu nascimento? por que nasci aqui e não ali? por que nasci nesse tempo e não em outro? Dúvidas e mais dúvidas, podem acompanhar toda uma existência. Se houve um nascer, certamente haverá um morrer, então, outras dúvidas aparecem: o que é a morte? ela é o fim de tudo? há renascer? o que é o morrer, como se dá? para onde vou após a morte? qual é o sentido de um nascer para depois tudo se acabar? para onde vai todo o conhecimento e experiências acumulados ao longo de uma vida? Dúvidas e mais dúvidas surgem…  O nascimento é motivo de muitas dúvidas, a morte é motivo de muitas outras dúvidas e o meio, o tempo entre o nascimento e a morte? Aqui é o tempo da confusão. Como não existe clareza mental e falta autoconsciência, auto conhecimento, a ignorância vem acompanhada de desejos e apegos intermináveis e a confusão total se estabelece. Muitas são as pessoas que passam uma vida “lutando” internamente, vivendo numa condição de sofrimento para si e para o seu entorno. Se houve a possibilidade de pausar, ouvir as reflexões naturais da existência humana e a busca dos caminhos esclarecedores, talvez muita confusão poderia ser evitada e a vida poderia ser vivida com mais alegria, felicidade, plenitude, entusiasmo, bom senso e autoconfiança.

Abraços    ****

vivi

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