DO INDIVIDUALISMO PARA O ALTRUÍSMO

Nosso momento contemporâneo tem nos remetido à passagem de uma forma de ser individualista para um altruísmo onde o entre-ser se faz presente em diversas expressões. Esta passagem de um individualismo epistemológico da modernidade advindo de uma cultura semítica, para um altruísmo empático que considera e inclui o outro e todos os outros, traz consigo a necessidade de uma maturidade para a responsabilidade. O império de uma razão, da lógica salvacionista de controle, colocou o indivíduo no plano central almejando um futuro distante de si e portanto, desconectado com a realidade e desprovido de um compromisso no viver cotidiano, um modelo adotado pela modernidade. O contemporâneo ou a pós modernidade para alguns pensadores, se descortina com a necessidade de um viver-junto, de um conviver, de um entre-ser, de um estar-junto nas “tribos urbanas”, onde a atitude altruísta de inclusão de todos, da diversidade, do colocar-se no lugar do outro para incluí-lo no grupo, toma corpo nas ruas, nas modas, nas músicas, nas falas, no comer junto,nas artes, na ocupação dos espaços públicos do habitar humano. Aqui os corpos tem presença, existem e são legitimados. Aqui é o presente, o cotidiano do dia-a-dia e portanto, a responsabilidade é de todos, porque somos todos. Do individualismo para um altruísmo no viver cotidiano, tem sido um processo que se evidencia nas incontáveis expressões sociais onde a razão sensível abre espaço para uma ética da estética. Como toda passagem, o tempo é processo, é escolha. Fato é que, o modelo individualista da lógica racional começa a perder força para abrir espaços para tempos onde a compaixão pode se manifestar no presente sensível de cada dia.

Abraços   ****

vivi

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