CONTEMPLAÇÃO

Aparentemente a contemplação pode parecer ser, algo dissonante sob uma ótica, onde o tempo se acelera na direção de um progresso matemático, que não admite perdas. Fala-se “tempo é dinheiro”. No entanto, contemplar é ir para além da materialidade, onde não se contabiliza, mas, se vive na experiência do encontro de uma consciência com espaços internos de um “si mesmo”. Aqui não há perdas, há experiência vivida na sabedoria silenciosa. Na contemplação, o tempo deixa sua linearidade comparativa para se expressar na pura experiência do contato pessoal. Julia Kristeva, diria que na contemplação o tempo se “ergue na vertical”, são instantes vividos com intensidade que se eternizam no encontro sagrado.

Abraços   ****

Vivi

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