CUIDADO QUE CURA

Interessante é ressaltar que as palavras cura e cuidado possuem a mesma raiz. Poderíamos afirmar que, quem cuida cura? O sentimento da maternagem que cuida, acolhe, aproxima, promovem afetos de bem-estar, de segurança afetiva, de satisfação, que são sentimentos “curativos”. Cuidar, curar, são ações protetivas, que preservam a vida e são promotoras de afetos que ativam as forças vitalizantes da vida.

Abraços   ****

Vivi

O QUE FAZ SENTIDO?

O que faz sentido em minha vida? O que faz sentido em minha existência, em meu viver? O que me afeta e me sensibiliza? O sentido da existência, é o que nos mobiliza em cada escolha que fazemos ou não fazemos. Pensar, sentir, agir, escolher, são ações conectadas ao sentido da existência. Reconhecer o objeto dos pensamentos, se aproximar da sensibilidade que afeta nosso corpo e desencadeia uma ação ativa ou reativa em nosso ser, são experiências que estão diretamente ligadas ao sentido da nossa existência. Se aproximar de si mesmo, é também estar mais próximo ao sentido da vida. Pense nisto mas, apenas pense, sem deixar que os julgamentos entrem na cena existencial.

Abraços   ****

Vivi

RASTROS …

Independente da nossa vontade, ou da nossa clareza mental, ao nos relacionarmos sempre estaremos deixando rastros… Quando pessoas se encontram ou quando nos encontramos conosco mesmos, sempre algo fica, para o bem ou para o mal. Algum cheiro, algum odor, alguma marca fica … Como tem sido os rastros que tenho deixado na trajetória da minha vida, em minhas relações? Tenho cuidado para estabelecer relações que deixam um perfume suave nos ambientes de meus encontros com a vida vivida? Tenho deixado um gosto de alegria ou de amargor? Cuidar da qualidade dos rastros que deixamos em cada encontro, é também uma escolha de vida.

Abraços   ****

Vivi

AINDA O AMOR

O amor verdadeiro, traz sentido à vida, traz sentido à existência. O amor é alegria, é o encontro dos corpos, dos afetos, dos cantos e danças da vida. Este é o amor livre! Mas, existe o amor que aprisiona e este é o amor embebido de poder. É o amor que controla e reprime, que subjuga e explora, que condena, que é irônico, este é o amor da falsidade que rebaixa a vida. Cuidado com o amor mascarado, fingido, encoberto por promessas sedutoras. Cuidado com este falso amor, porque ele pode estar escondido em nossas próprias entranhas.

Abraços   ****

Vivi

O AMOR!!!

Podemos viver sem oxigênio? Talvez a resposta imediata é dizer: jamais!!!! Precisamos do oxigênio, do ar que respiramos. Não há vida sem respiração. Então, uma pergunta pode surpreender: haveria vida sem amor? Alguém, alguma pessoa humana poderia viver sem amor? O amor é o sentimento que dá cor à nossa existência, que vitaliza o ar que respiramos. As pessoas se alimentam, respiram, dormem, bebem água, se locomovem, se comunicam, mas se as pessoas não amarem verdadeiramente elas podem até sobreviver mas, estarão mortas de existência viva.

Abraços   ****

Vivi

PENSANDO OS ELOS

Criar elos relacionais é pensar os modos relacionais. Os elos que estabelecemos com a nossa interioridade e com a nossa externalidade relacional, com o mundo em que habitamos, vivemos e convivemos, perpassam pelos modos, pelas maneiras como nos relacionamos em nossos encontros. Por mais isolada que um pessoa possa viver, sempre estará criando elos, seja com o alimento, com o ar que respira, com os sons, odores, movimentos … A pergunta é com que qualidade? Pensar os elos que nós estabelecemos na vida e com a vida é pensar nas maneiras, nos jeitos. Viver não é de qualquer jeito!!! Pensar elos, é pensar encontros, é pensar afetos, é pensar corpo em movimento permanente, é pensar afetar-se e afetar. Aqui estamos no campo dos sentimentos, da sensibilidades. Quais os sentimentos que favorecem os bons encontros, que estabelecem os bons elos em nossos relações?

Abraços   ****

Vivi

APRENDER A SE APRENDER

Aprender a aprender! Talvez seja esta uma “função” fundamental do sistema educacional. Frequentamos a escola desde criança para aprender saberes, desenvolver habilidades, encontrar os meios efetivos de estabelecermos relações com o mundo, do mais próximo ao mais remoto. Mas, será que na escola ou na família aprendemos a aprender a si mesmo? Será que ao longo da vida com tudo que aprendemos nos é despertada a “vontade de aprender”? Será que aprendemos a se aprender? Por experimentação de Si, estamos aprendendo sempre, mas a vontade de querer aprender é algo a ser promovido ou despertado, ou acordado, na pessoa que somos. Aprender a se aprender, é estar conectado à uma vontade de se inventar, de criar a si mesmo ampliando as nossas potências vitais.

Abraços   ****

Vivi

SER POTÊNCIA …

Somos seres de potência!!! A potência está, já é, existe na pessoa que somos. Já nascemos potentes. Contudo, a potência que somos precisa se efetuar em ato. Os acontecimentos do viver são as oportunidades que a vida nos oferece para nos efetuarmos, efetuar a nossa potência. Quanto mais somos potência em ato, quanto mais nos efetuamos como seres de potência, mais nos potencializamos. Neste processo de se efetuar como potência nos diferenciamos, ativando nossas forças ativas. Não se trata de uma matemática de contabilidade, mas de uma “vontade de potência”.

Abraços   ****

Vivi

PRESENÇA QUE CURA

A desatenção, a ausência de um pensar contextualizado, a distração constante que gera ansiedade e agitação, são apenas sintomas de uma subjetividade separa da sua potência vital. Uma presença plena, um pensar abrangente, ponderado, prudente, que consegue ver e compreender para além dos imediatismos, uma mente calma e centrada, um corpo integrado ao seu pensar, sentir e agir, pode sustentar uma presença que se torna criativa e curativa. Quanto mais nos mantemos presentes em cada momento presente do nosso viver, com a mente tranquila e ao mesmo tempo conectada ao seu meio, maiores serão as possibilidades de nos mantermos saudáveis.

Abraços   ****

Vivi

CUIDADO COM AS IDEALIZAÇÕES

Culturalmente temos aprendido através das diversas “regras” sociais que nos são oferecidas, para não dizer impostas, ao longo do nosso viver dito civilizacional, que introjetamos incontáveis “modelos idealizados” e passamos a acreditar e impor estes regramentos para nós mesmos e para os outros. Criamos ideais e idealizamos o viver. Quanta frustração!!! Esquecemos que a vida é movimento. Em movimento, tudo está em permanente transformação. Nada que vive está parado, tudo está em contínuo processo mutacional. Aqui começam os desajustes, as inadequações, as frustrações! Viver é uma dança, é um saber “surfar” nas ondas dos acontecimentos sem se deixar rebaixar ou cair nas capturas da máquina social que tem como objetivo o controle do nosso ser interior pela sustentação do medo e do sentimento de falta. Portanto, cuidado com os discursos idealizados que prometem a salvação!!!

Abraços   ****

Vivi