SE DESEJO A PAZ …

Se desejo a paz, se desejo uma vida equilibrada, se desejo um modo de vida livre e criativo, é preciso criar em minha vida as condições que me favoreçam a agir segundo esta minha vontade. Se quero bondade, preciso ser bondoso em pensamentos, em palavras, em ações, atitudes, sentimentos … É na ação, no agir que a paz que desejo se efetua.

Abraços   ****

Vivi

O TEMPO COMO MOEDA

Há pessoas que vendem o seu tempo por algumas moedas. Há pessoas que, para sobreviverem precisam vender a sua força de trabalho e com ela o seu tempo. Uma sociedade fundada na exploração e espoliação, usa o tempo das pessoas ludibriando-as através dos falsos argumentos, travestidos de ilusões. O tempo é um bem precioso, é um valor que não tem preço. Fique atento para não ser capturado!!!!

Abraços   ****

Vivi

AMOR NÃO SE DECRETA

O amor como a generosidade, como a solidariedade e a alegria, não se decreta em leis, mas é algo fruto de escolhas, fruto de um processo permanente de cultivo. Escolher a compreensão amorosa, o criativo e não o reativo, escolher o silêncio que respeita e não o grito que impõe, é fruto de um esforço consciente e corajoso de quem preserva a dignidade da vida, da sua vida e de tudo o que vive. Pense nisto!!!!

Abraços   ****

Vivi

REFUNDAR A LINGUAGEM

Refundar a linguagem, as palavras, as expressões, é preciso!  É da máxima urgência! Mudar atitudes e modos ser, estar e pensar no cotidiano do conviver consigo mesmo, como o outro, os outros e tudo o que vive, tem sido algo fundamental em tempos obscurecidos. Reconstruir uma verdadeira e sensível aliança com todas as formas de vida neste planeta, a partir do respeito e da compreensão amorosa, é tarefa decisiva e cabe a cada um de nós. Se queremos ou almejamos um futuro digno para nossos filhos, netos e netos dos nossos netos, precisamos refundar a linguagem. Sair de uma linguagem bélica para pensar, falar e se expressar, a partir de palavras construtoras de uma realidade que dignifique e vida e tudo o que vive, em todas as suas dimensões. Expressões como “combater”, “lutar”, “destruir” … precisam sair do vocabulário de quem aspira, almeja um futuro saudável, pacífico e pacificador. Um futuro onde a arte de viver numa vida feita com arte, que se enlaça com a arte da vida, é um futuro iluminador de paixões alegres, criativas e potentes de vida plena.

Abraços   ****

Vivi

PROJETO DA MODERNIDADE

O projeto da modernidade que valorizou o progresso, que tornou a razão e a lógica uma imposição para subjugar e dominar as forças da natureza, entrou em crise. A desigualdade brutal tragou as pessoas. Oprimir e controlar as pessoas e suas relações pela força do poder, criou um exército de excluídos pelo ressentimento. Na desconfiança perdeu-se a alegria criativa. Recuperar as forças criativas, da potência viva que impulsiona uma vida afetiva, cooperativa, solidária, sensível, unida com a beleza da admiração, dos cantos, das danças nos corpos vivos e potentes de si mesmos, nas expressões de um pensar ampliado que se enamora com a poesia e os poemas da vida, talvez sejam os nutrientes gestadores deste parto, cujas dores já mostram as luzes de um “novo” em nascimento.

Abraços   ****

Vivi

ENVOLVIMENTO OU DESENVOLVIMENTO

Em algum momento da sua história o humano acreditou no desenvolvimento como progresso civilizatório. Acreditou no des-envolver! Entendeu que ao se des-envolver, ou seja, deixar de se envolver no movimento natural da vida, alcançaria a sua liberdade. Contudo o que se evidencia é que a “tal liberdade” se tornou um falso refrão, um engano que tem conduzido a humanidade para um “buraco” de aprisionamento de si mesmo. Envolver-se nos processos naturais da natureza viva sempre em movimento é a lei do vivo, a partir da qual a vida se organiza em sua dinâmica e sustentação da sua potência de se manter viva, pulsante, criativa nos fluxos do viver. O que sustenta a saúde de uma comunidade, é a sua capacidade de se manter envolvida nos movimentos que mantém os ritmos, as cadências, as gradações, as camadas que constituem o “estar junto” em cooperação solidária. Envolver-se cooperativamente, é assumir a sua responsabilidade na manutenção da grande teia da vida. Pense nisto: eu me envolvo e contribuo para a manutenção da vida ou me des-envolvo e me des-comprometo?

Abraços   ****

Vivi

SEMPRE É BOM LEMBRAR …

Sempre é bom lembrar que é a submissão que dá poder ao poder. Como diria Gandhi: o problema da Índia não são os ingleses mas, os indianos que se submetem ao poder da coroa. Cuidado com a servidão voluntária! Desprovidos de consciência, distraídos pelas falsidades promulgadas por aqueles que desejam se manter no poder a partir das conveniências e da exploração, podemos ser capturados por sistemas que nos iludem na falsidade perversa de um “empoderamento” e voluntariamente, nos entregamos a um processo de servidão e subserviência. Cuidado para não cair na armadilha!!!

Abraços   ****

Vivi

O DITO E O NÃO DITO!

O que é dito e falado em linguagens e palavras se evidencia de alguma forma nas interlocuções que se estabelecem entre as pessoas mas, e o não dito? O não dito, ou melhor aquilo que é dito mas por outras vias como o silêncio. Saber escutar o não dito que fica nas entrelinhas, que fica entre palavras e frases e também o não dito que se diz no silêncio, é uma arte de entrega. Escutar o silêncio não significa interpretar mas, reconhecer a presença de um não dito. Escutar o não dito, escutar o silêncio do mundo, saber ouvir as mensagens contidas nas pausas, é fruto de uma entrega em sabedoria.

Abraços   ****

Vivi

NUM BARCO …

Em meio a uma grande tempestade, um barco que navega com pessoas que se assustam diante da possibilidade do inevitável, se houver uma pessoa que escuta silenciosamente o acontecimento e se mantém atentamente conectada com a força da vida, é possível que todos se salvem. Pense nisto! Saber escutar a força da vida pode nos salvar de um perigo. Saber se manter na dignidade e respeito à vida, saber se manter calmo e atento, otimista e esperançoso, saber ser uma pessoa que acredita na transformação e na regeneração, é um exercício permanente do viver. Estamos todos em meio a uma grande tempestade, será que temos cultivado a calma interior? Será que estamos sinceramente conectados à disponibilidade das potências da vida?

Abraços ****

Vivi

ESCUTAR AS DORES SILENCIOSAS…

Quando silenciamos as vozes internas, quando nos permitimos a sentir a sensibilidade da nossa essência, podemos escutar as dores silenciosas de quem deixou esta vida terrena. No silêncio da escuta de tantas vidas perdidas, podemos deixar a nossa solidariedade aos que partiram e aos que ficaram na dor da ausência e da saudade. Fazer ressoar o silêncio em cada dia como um ato solidário, é uma atitude de amorosa fraternidade que nos une como espécie com todas as espécies vivas neste imenso organismo vivo que é o Planeta Terra, nossa mãe geradora em nossa Casa Comum. Escutar as dores silenciosas desta Mãe Terra que a cada dia perde seus filhos humanos, seus filhos vegetais nas florestas dizimadas, seus filhos animais que morrem nas queimadas, seus filhos minerais que são destruídos nas mineradoras, seus filhos aéreos dos ares contaminados, seus filhos aquáticos dos rios e dos mares … Escutar as dores silenciosas da nossa Mãe Terra em nossa Casa comum e solidarizar-se com ela, é uma urgência para a cura de tantas dores que temos trazidos em nossa memória ao longo de nossa história comum.

Abraços   ****

Vivi