VIVER NO FAZER

“A ação humana, enquanto viver e enquanto fazer, acha-se embasada em histórias, em discursos que sempre se antecipam à justificação científica.” Com esta reflexão, o sociólogo Michael Maffezzoli, aponta a importância fundamental de um olhar que esteja atento às mais diversas expressões no viver da pessoa humana. Nossos gestos, nosso andar, nossa culinária, nossa sexualidade e paixões amorosas, nossa indumentária, cosmética, são elementos que retratam os acontecimentos do viver cotidiano no fazer-junto. São formas que atuam em nossos corpos e em nossa subjetividade. Pulsões e paixões que se evidenciam em nosso viver, imprimindo modos de ser e estar no mundo. Um contemporâneo inserido na dinâmica de um presente que merece atenção, em plena mutação de linguagens e valores, deixando as formas da representação para um presente de apresentação. Uma metanóia que tem mostrado sua face mais contundente. No seu fazer, no experienciar cotidiano das relações vivas, as pessoas vão construindo seus corpos e sua emocionalidade, dentro dos contextos da complexidade. Muitas são as apostas e as resistências, num esforço quase coletivo de marcar presença no presente vivo, orgânico e sensível. Um presente que clama por criatividade, por uma razão sensível, negando a rigidez dos automatismos. Vitalidade, potência, são forças que alimentam o fazer criativo e promovem a valorização do vivido.

Abraços    ****

Vivi

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