VITIMA DE SI MESMO

Quando faço do outro um objeto de críticas destrutivas, desqualificando-o, não reconhecendo sua humanidade, sempre será um enorme peso para o  outro e para mim mesmo. Sempre que excluo, deslegitimo, intimido, ameaço ou “coisifico” o outro, será para o outro e para mim mesmo, um grande estresse.  Críticas destrutivas e condenatórias são altamente desagregadoras para aquele que recebe e é o objeto do “ataque”, como para aquele que condena, tornando o condenador uma fonte de destruição do outro, mas, de si mesmo. Quando digo ao outro “você é um perdedor, um incapaz”, meu cérebro fala antes para mim mesmo e eu me auto-acuso. Na auto-condenação, o cérebro entra em estresse porque ele precisa garantir a sua sobrevivência. A vida quer sobreviver. O organismo vivo possui todos os dispositivos biológicos, fisiológicos para garantir a sobrevivência. Quando desumanizo o outro, estou sendo uma fonte estressora para o outro, mas, antes de atingir o outro, atinjo a mim mesmo, afinal é de dentro do meu organismo, do meu corpo vivo, que a violência se expressa primeiro. Querendo atingir o outro atinjo a mim mesmo, me tornando vítima de minhas próprias hostilidades ou ignorância. Uma flecha atirada sai de um arco, acionada por um ser. Antes de atingir o alvo ela saiu das mãos de quem acionou o arco e mirou o alvo, saiu de uma mente destruidora e vítima de sua própria ignorância.

Abraços   ****

Vivi

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