VIOLÊNCIA COMO PRODUTO

Na sociedade capitalista de mercado a lucratividade é um imperativo. O livre mercado, gerador de discriminações e injustiças sociais, usam a violência como mais um produto a ser consumido. As grandes violências da história, as guerras, os massacres, genocídios, não foram e não são naturais nem espontâneos, mas foram e são organizados , pensados e planejados. Os ódios e as paixões antagonizantes entre as  pessoas, tem sido criados por propagandas ideológicas, discriminantes, onde a exclusão se torna um terreno fértil para emoções destruidoras no coletivo. O racismo, a xenofobia,  as atitudes odiosas nas relações humanas, assentam-se em falsas ideias, geradoras de medos e sofrimentos. Pacificar a violência pela ação não-violenta, tem sido um desafio permanente de todas as pessoas que se dispõe a transformar este cenário. Pessoas em todo o mundo que tem depositado enorme esforço para que a mesma espécie que produziu e tem produzido a violência como cultura, possa construir a paz como cultura.

Deixar de consumir violência, já é uma grande passo neste processo terapêutico de restabelecimento de uma sociedade enferma. Assumir condutas e posturas pessoais decisivas e determinantes negando-se com toda firmeza possível a alimentar gestos, atitudes, pensamentos, narrativas, em fim tudo que possa gerar violência, é um dever imperativo de cada cidadão responsável em sua comunidade. Estar atento às mídias que fazem da violência um produto a ser consumido, às ideologias antidemocráticas ligadas à ideologia da violência e  recusar eficazmente contrapondo-se através da ação não-violenta como fundamento da democracia solidária, tem sido mais que um dever mas uma necessidade de extrema urgência. Se cada cidadão puder fazer dignamente a sua parte, poderemos sonhar com um futuro legítimo para os filhos de nossos filhos.

Abraços    ****

Vivi

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