UTILITARISMO – ATÉ QUANDO …

“Nunca foi tão necessário como agora para o capital controlar a imaginação coletiva e a linguagem.” Esta afirmação dos autores Raquel Paiva e Muniz Sodré, no texto CAPITAL HUMANO E FORMAÇÃO QUALIFICADA, abre uma reflexão de grande importância. Uma sociedade onde o valor de mercado rege condutas e políticas sociais, cuja formação educacional deve estar direcionada para aquilo que tem utilidade a este mercado, ou seja, o lucro, pouco são os espaços para outras narrativas. As relações utilitárias no eixo oferta e procura, acaba transformando tudo inclusive a educação numa praça de mercado. Neste cenário a descrença ganha terreno dia a dia nos espaços públicos, impedindo qualquer manifestação criativa e emancipadora. Há que se depositar um grande esforço para que linguagens encorajadoras da potência se façam valer. O utilitarismo tende a eliminar e excluir tudo que possa sair desta ordem conveniente, de interesse dos grupos detentores do controle. Portanto, quebrar este ciclo vicioso, arraigado na cultura de exploração, cínica e irônica, requer ação conjunta em rede, interconectada, criadora de linguagens e meios mais efetivos e flexíveis, que possam nutrir com vigor “A Imaginação Moral” como bem afirma John Paul Lederach. Ela é segundo ele “A Arte e Alma da Construção da Paz”. Para desencarnar este mal que afeta os corpos e as mentes, numa sociopatia coletiva, há que ser firme, persistente, corajoso e compassivo.

Abraços    ****

Vivi

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