… UMA QUESTÃO DE PERCEPÇÃO

A forma como vemos o mundo, é reveladora da forma como interpretamos o mundo e do como respondemos e interagimos com ele. Se o nosso olhar pode ver com amplitude, incluindo a dimensão do horizonte e a amplidão de tudo que compõe o mundo no qual vivemos, teremos uma certa forma de nos relacionamos com ele e de absorve o que ele nos oferece. Um olhar estreito, interpretativo de acordo com modelos padronizados tende a excluir por julgamentos, grande parte dos elementos que compõe o conjunto da totalidade. A percepção humana é interpretativa. O olhar, a visão de mundo com a qual  interagimos no viver, é fruto de histórias pessoais e coletivas, de cultura e senso comum, de componentes afetivos, de experiências vividas no cotidiano, nos ambientes relacionais ao longo de uma vida pessoal em consonância com um coletivo. Um mesmo acontecimento pode afetar de forma diferente em diferentes pessoas. Um mesmo acontecimento pode ser visto e interpretado de forma completamente diferente entre pessoas advindas de uma mesma família ou grupo social. Importante também é considerar como a cultura, a ciência social vai lendo a realidade e de alguma forma vai adquirindo forma na identidade de um “eu” pessoal, encarnando, fazendo corpo, conjugado e articulado com um coletivo cultural e social. Mas algo é fundamental: discernimento! Se não percebermos estas varáveis tendemos a ser capturados por automatismos convenientes a um certo modelo referencial, que neste contemporâneo tende a servir exclusivamente ao um mercado capitalista, onde o valor passa a ser o dinheiro e tudo o mais é desprezado, excluído e desclassificado. Tudo é uma questão de percepção e atenção.

Abraços   ****

Vivi

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