UMA EXISTÊNCIA CONDICIONADA

No cotidiano da relações as pessoas buscam a sua liberdade. Em muitas linguagens, as vozes clamam por ocupar os lugares do ser livre. Ocorre que, nem sempre há clareza do significado do “ser livre”. Imagina-se que ser livre é fazer o que se bem entende, um lugar onde não há restrições. Com um pouco de reflexão, é possível verificar que este não é o verdadeiro sentido de liberdade. A tal liberdade tão procurada começa pela liberdade interior. Mas como ser livre internamente se estamos aprisionados nos padrões de condicionamentos. São padrões de pensamentos,padrões mentais, que impedem a consciência  de reconhecimento de seus sentimentos, percepções e intenções, no momento de cada ação, no momento presente do viver cotidiano. Desprovidos da clareza interior da manifestação dos padrões condicionados e condicionantes, nos mantemos no automatismo e passamos uma vida relacionando-se através dos padrões repetitivos. A grande liberdade é se reconhecer para transformar. Reconhecer os padrões mentais e gestuais que nos matem aprisionados neste círculo de dependência, requer a experiência incorporada da atenção/consciência. É pelo contato com os fatores mentais condicionantes que teremos a possibilidade de encontrarmos a nossa verdadeira liberdade. Ser livre é agir com atenção/consciência, para interferir adequadamente quando os padrões condicionados surgem e neste momento, sair desta prisão, se libertar. Só a prática da atenção plena nos permitirá conquistar a nossa verdadeira liberdade. Este é o relato das pessoas que praticam a atenção plena no seu viver, pois decidiram por viver uma existência não condicionada, decidiram por viver uma vida de liberdade.Pessoas que decidiram se relacionar consigo mesmas e com o mundo de forma íntegra, livre dos aprisionamentos.

Abraços    ****

Vivi

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