UM SABER INCORPORADO

Entre a informação e o comportamento há um espaço de trânsito. A informação só se transforma em comportamento se for vivenciada, experimentada, incorporada, senão será mais uma informação automatizada. Falar de algo que foi vivido, maturado, muscularizado, é completamente diferente de uma fala repetitiva, quase uma “aviso geral”. Um saber se torna atitude quando passa pela experiência somática. Problematizar, questionar, reflexionar, são oportunidades de tornar vivo o saber. Mas ainda se faz necessário um outro passo no processo de aprendizagem, que é a vivência. O processo cognitivo depende de um conjunto de elementos para que sejam circunscritas as propriedades emergentes, onde o insight  revela o significado dos conceitos, para a pessoa que processa o conhecimento. Bertolt Brech afirmava; “O que não sabes por ti, não o sabes”. É preciso “amassar”, “mastigar”, o conhecimento para que ele se torne um saber pessoal.Chegar na faísca. Em tempos onde a corrida desenfreada por títulos e certificações é intensa, muito próximo a uma máquina capitalista, onde o saber se torna mais um “produto” a ser consumido pelos consumidores, falar em incorporação, falar de um saber vivido e experimentado na pele, é quase uma utopia.Então, muito do que vemos é pura repetição de automatismos e condicionamentos. O saber só se revela in-corpo. Corpo e saber não estão separados, não são opostos mas, unidade em movimento constante.

Abraços    ****

Vivi

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