UM PACTO AMOROSO PARA CONTINUAR …

Em meio a tantos absurdos evidenciados por um coletivo adoentado, encontrar caminhos não tem sido uma tarefa fácil. São inúmeras vozes desconexas e corrosivas, que se expressam em alto tom, fruto de uma patologia social que impede os processos curativos e contaminam ainda mais o tecido social. Cada um fala o que quer e se dirige para onde quer, para ser notado, aparecer nas colunas sociais, vender mais sua mercadoria, elevar os preços, gerar inseguranças, desorganizar agitando, gerar medo e descrédito. Para onde ir e o que fazer? Onde ficamos neste lugar? Em que, e em quem acreditar? Quanto mais, desajustados nos sentimos, mais dependentes dos controles e inseguros ficamos. Fato é que, enquanto não fizermos um pacto pessoal de amorosidade não teremos condições mentais de prosseguirmos na construção de nossa humanidade. Para desfazer este verdadeiro nó, precisamos começar com as pequenas coisas, com as pequenas atitudes. É do pequeno para o grande que teremos a possibilidade de mudança. Voltar-se para os sentimentos genuínos que nos faz humanos, talvez seja um caminho confiável, é o que temos de comum em nossa humanidade. Fazer um pacto de amorosidade entre corpo e mente, entre pessoa a pessoa, acredito que será um grande avanço transformativo. Recusar-se com todos os esforços a se negar a qualquer ato de vingança ou retaliação, será desde já, uma grandiosa tarefa. Querer compreender com boa vontade. Lembrando Gandhi: “você não pode começar pelo mundo, mas pode começar por você”.

Abraços   ****

Vivi

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