UM OLHAR DE INGENUIDADE

Saber ver e ouvir sem julgar, interpretar mas apenas, sentir tendo a experiência do sensível em si, é uma escolha, um aprendizado, uma tomada de decisão. Olhar a si e ao mundo com ingenuidade, se percebendo na experiência do encontro interior consigo mesmo e com o mundo, compreende uma maneira de ser e estar neste mundo. Uma consciência que olha a si mesma, o seu entorno e o mundo apenas se percebendo em suas sensações, suas emoções e seus pensamentos com a sabedoria do não julgar, desfruta de uma maneira de ver o mundo e com ele se relacionar. Grande parte das insatisfações, ansiedades, frustrações, descréditos, tem haver com a incapacidade de olhar ingenuamente, ou seja, de olhar sem julgar. Os preconceitos estão carregados de julgamentos e estigmatizações, sendo grandes obstáculos nas relações de convivência pois, ao invés de aproximar eles contribuem diretamente para afastar e ainda, construir as barreiras internas e externas nas relações de convivência. Um olhar de ingenuidade não significa idealizações mas, antes e sobretudo, ter a sabedoria para ver a realidade tal como ela se apresenta sem construir narrativas fantasiosas que enganam e deturpam o real. Um olhar ingênuo, é um exercício vivido na prática daquela criatura que se faz presente em sua existência, que optou por se realizar como ser humano dando forma a seu destino. A experiência do olhar ingênuo, é uma verdadeira descoberta interior e pode ser tremendamente enriquecedora e libertadora.

Abraços   ****

Vivi

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