UM INDIVÍDUO …

Sabemos perfeitamente que as forças da violência são alimentadas pelos jogos de poder. Não diz respeito, como muitos insistem em afirmar ao longo da história, ser uma força natural, mas, é resultante de uma moral na disputa permanente pelo poder. São relações que evidenciam os atritos resultantes entre poder e liberdade. O ser humano busca a sua liberdade, mas como equilibrar nesta trajetória, a condição de ser livre sem ter que submeter e explorar os seus iguais.  Historicamente temos aprendido e convencidos que, para ser livre há que ter o poder sobre o outro. Este é o caminho da violência, que destrói a humanização humana. Só poderemos ser livres junto com outros seres livres, caso contrário haverá subjugação. Há que diferenciar poder sobre de empoderar. O empoderamento, liberta não subjuga. As forças entre a ação violenta e a ação não-violenta, tendem a se atritarem se não houver uma consciência que consegue distinguir com clareza que são escolhas diferenciadas. Para isto é necessário um indivíduo que consiga dar o primeiro passo, para ser a referência de todo um processo que irá alterar o rumo de uma trajetória. Tudo começa quando um indivíduo se recusa a lutar com violência, buscando outros meios, seja pelo diálogo, seja pelo silêncio ativo, seja pelo bom uso da inteligência e da força interna. Assumir um compromisso com a não-violência requer persistência, determinação, clareza de propósitos, exige ética. A escolha pela não-violência é uma escolha ética e tudo começa quando um sujeito se recusa a lutar com violência. Tudo começa quando a pessoa escolhe, auto-deliberadamente a resistir a qualquer desejo de vingança, retaliação, prepotência, egoísmo em seu próprio corpo e mente, em sua própria alma. Toda violência começa dentro da alma humana, dentro da mente humana. Muito antes da pessoa ser violenta com o outro, ela será primeiro violenta consigo mesmo, porque é dentro dela mesma que a expressão da violência se manifesta, para depois se manifestar no outro. Ser não-violento é uma escolha pessoal. É quando a pessoa escolhe jamais se violentar, porque sabe que, para violentar o outro terá  primeiro que se violentar. A não-violência, é fruto de uma consciência que se recusa terminantemente a não se violentar e escolhe fazer uso da sua inteligência para encontrar os meios adequados que condizem com a sua escolha ética. Todas estas forças estão disponíveis no ser humano, basta escolher. Coragem e determinação são ingredientes fundamentais para esta escolha e fazem parte dos valores cultivados.

Abraços    ****

Vivi

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