UM ESPÍRITO DE MACACO

Nossos pensamentos querem ser pensados. De manhã à noite nossa mente insiste em pensar sucumbindo em julgamentos, avaliações, projeções, geralmente sem a nossa percepção. Isso é bom, aquilo é ruim, isso é certo, aquilo é errado, isso eu gosto, aquilo detesto, isso eu quero, isso eu não quero de jeito algum…. pensamentos que se encadeiam um ao outro, aprisionados em julgamentos que separam e excluem, dia e noite. Pensamentos que pulam de um lado ao outro, de uma situação a outra, simplesmente porque seus caprichos querem o prazer insistente de ser pensado. No Budismo, este cenário é comparado a um macaco que pula de um galho ao outro sem ter a percepção do que ele realmente quer. Como ignora o que quer da vida, ele pula e salta de um lado ao outro. Por trás da cortina dos julgamentos e avaliações, a realidade do viver desaparece, se ofusca. Quando não vemos a realidade como ela é, caímos na armadilha do julgamento que gera separação, hostilidade, projeções, inquietações, ansiedades. Adoecemos e perdemos o presente da vida, com toda a riqueza da sua potencialidade. Frustração e estresse, descontentamento e discórdias, vinganças e retaliações, é o que sobra de uma mente ignorante dominada pelo espírito de macaco. Portanto, toda atenção é pouca. Vigilância para perceber o que estamos deixando que os “pensamentos do espírito de macaco” façam com o nosso ser interior.

Abraços    ****

Vivi

 

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