UM CORAÇÃO INQUIETO

Santo Agostinho, grande mestre cristão, falava de um “coração inquieto” como a raiz da peregrinação. Uma inquietude que impulsiona o buscador a seguir na sua caminhada em direção ao sentido mais profundo da sua existência. Uma busca em direção a um estado de felicidade plena, que independe de condições ou coisas externas. A ânsia pela transcendência, estimula o peregrino a seguir fiel à sua jornada interior, onde cada passo na caminhada tem o seu sentido próprio. Uma qualidade que se configura na alma humana onde o próprio caminhar é o significado da meta. Diria Santo Agostinho: ” O que o meu coração inquieto procura, está mais perto de mim do que eu estou de mim mesmo.”  A caminhada da razão ao coração é a maior jornada do ser humano. Este é o caminho eterno na direção da alma, da natureza pura e iluminada do ser humano, que está e sempre esteve à sua disposição, cujo acesso requer silêncio e leveza. Um caminho a ser percorrido desprovido das mazelas do ego, dos apegos egoístas. A busca interior, começa quando o coração inquieto entende que é capaz de deixar a “mala pesada” do ego para seguir livre e confiante em direção ao espírito divino, ao sagrado, que está e sempre esteve no mais profundo do seu ser.

Abraços    ****

Vivi

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