TROCANDO DE PELE

Inegável é o imenso processo de mudança para todas as direções, que vem acontecendo neste contemporâneo. Mudanças que não começaram num passado recente mas que, vem acontecendo grau a grau, tomando corpo e se capilarizando. O romantismo do século XIX, o design nos anos 1950, as emoções coletivas dos anos 1960, são sinais de uma estética relacional que vai abrindo os canais para a passagem de novas linguagens. É uma sociedade que está trocando de pele, construindo um outro tecido social, renovando sua vitalidade, expressa na vontade de viver. O que está em pauta é uma vontade de estar-junto, com dignidade. Sobreviver apenas não basta, é preciso a sustentação confiável de valores que viabilizem o conviver, o estar-junto, o fazer-junto. A rede quer se fortalecer pela interação das novas linguagens. A pele do isolamento adoeceu, envelheceu e portanto, a necessidade de re-novar fica a cada dia mais evidente nas incontáveis vozes sociais. Embora que, ainda com aparente falta de clareza e de direcionamento mas, com vitalidade para a mudança, uma pele nova começa a nascer. Vozes que já entenderam que o modelo vigente não tem mais conectividade, não funciona, não agrega, não consegue mais dialogar. Perceber e reconhecer as tantas expressões desta mutação social, talvez seja o desafio contemporâneo para poder encontrar caminhos viáveis para dignificar a vida e as relações, em todas as suas expressões. Seria a ética da estética um possível canal agregador, das tantas vozes que clamam para se harmonizarem na dinâmica da vida?

Abraços   ****

Vivi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *