TODO SUJEITO TEM ALGO A DIZER

O discurso do autoritarismo insiste em criar dependência do cidadão gerando espaços de não legitimidade. Com o reforço dos canais midiáticos, o modelo autoritário articula seus meios para obstacularizar o processo democrático, convencendo os indivíduos de que os senhores detentores do poder financeiro, são os únicos que tem a competência para indicar os caminhos a serem seguidos.

Se as pessoas se convencerem de sua incapacidade de conhecimento e escolha, associada à falta de oportunidade para refletir, pensar, analisar, ou seja, desprovidos de uma educação para o empoderamento, a força exercida pelo mercado e seus controladores tende ao abuso e injustiça social.

Será mesmo que as pessoas são totalmente desprovidas de conhecimento? Será mesmo que o conhecimento é fruto de alguns redutos intelectualizados, elitistas e portanto, de  uma classe  superior? Ou será que o conhecimento é um patrimônio da humanidade, na contribuição das diversidades culturais, históricas e biológica, ao longo do processo civilizatório? Será mesmo que as pessoas não teriam nada a contribuir, sendo incapazes de sua autonomia? Afinal, o que os discursos autoritários pretendem: liberdade e justiça social ou dependência e subjugamento? Como cidadãos ainda não conseguimos compreender o verdadeiro papel da democracia participativa, porque ainda não compreendemos o verdadeiro papel da política no contexto social. A lógica da separação tem sido impregnada pela mídia conservadora.

Lembrando Marcos Coimbra, “todo autoritário é  antidemocrático”, quer frear a todo custo o processo da parceria, autonomia, empoderamento, da potência que  todo ser humano possui em sua humanidade. Desprezar e menosprezar o outro, impedir sua voz e os canais favoráveis à sua realização é roubar a vida da humanidade, é espoliar a sua dignidade. Por menor que seja a contribuição, todo ser humano tem algo a dizer e a contribuir, pois vida é experiência e criatividade.

Abraços    ****

Vivi

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