TEMPOS MUTANTES

Que a impermanência é uma realidade, já sabemos, mas talvez ainda não tenha ficado claro que, para viver a impermanência é preciso discernimento. Embora exista uma ordem universal, com suas respeitáveis leis, tudo está em constante mudança. O vivo é vivo porque muda. Gostemos ou não, a mudança está nos organismos vivos e se expressa nos seus ritmos e tempos. A cultura muda, e com ela as ideias e formas de ser e estar neste mundo. Só os controladores ainda insistem em paralisar, impondo ideologias e radicalizando ridiculamente na tentativa alucinatória e impositiva de se manterem nos lugares de mandantes para subjugar. O vivo muda sem perder sua capacidade de equilíbrio e homeostase. Trair esta dádiva é interromper o pulso da vida.  A vida traz consigo o potencial de  se regular e  adaptar, para continuar seu processo vivo. Sempre que a força tenta impedir a mudança, a violência mostra sua face mais perversa e mais mortífera. Compreender as mutações dos organismos vivos, seja cultural,  histórica, relacional, afetiva, é fazer uso da grande capacidade conquistada evolutivamente pelos seres humanos: a consciência do discernimento. Pensar, refletir, atencionar, considerar e reconsiderar para escolher segundo valores éticos, é algo ainda a ser maturado pelas mentes e espíritos humanos. Em tempos mutantes, atenção e discernimento são as duas pontas da pinça que pode mobilizar caminhos renovadores e salutares.  Livre de profecias e salvadorismos, mas estar no presente vivo da vida que nos une dignamente como pessoas humanas na nossa humanidade comum, é ter a coragem de ser um verdadeiro Ser Humano, que pensa, ama e se responsabiliza.

Abraços    ****

Vivi

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