TEMORES E TERREMOTOS

Mudanças, passagens, transformações, sempre que acontecem trazem consigo um certo estado de desconforto frente ao novo, ao desconhecido e suas possíveis consequências, porém, inevitável. Quando uma sociedade, um grupo ou uma pessoa chega ao ponto de esgotamento frente a um modelo de funcionamento, o processo tende a conduzir o sistema a optar. Aqui haverá toda uma produção processual de novas possibilidades, que geram incertezas até que uma nova configuração comece a ser delineada. Temores e terremotos surgem, o que é absolutamente normal, pois as forças de resistência entraram em confronto, entre um novo sendo gestado e um modelo anterior que tende a se manter irredutível, para assegurar suas conveniências já estabelecidas. Se o meio favorece as perspectivas, apesar das resistências, o novo criativo encontra espaços para ser gestado e nascido. Porém, diante de forças geradoras de ressentimentos, a insegurança, as desconfianças tendem a perder energia. Diante das mudanças, os temores são aceitáveis.O que empobrece o processo criativo de maturidade social ou individual, são as forças de ressentimento que afetam o meio, interno e externo, contaminando com pessimismos que enfraquecem e desequilibram os processos de ajustes. Terremotos ao surgirem, evidenciam os ajustes das diversas camadas de maturidade evolutiva, mas o ressentimento destrói, portanto, atenção aos novos valores edificantes, diante dos falsos valores destruidores. Onde estamos nós agora, seres humanos, pessoas ou sociedades, neste agora do presente: ressentidos ou confiantes?

Abraços    ****

Vivi

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