SUJEITO E OBJETO: AINDA SEPARADOS?

Thomaz Wood Jr., em um de seus artigos afirma que: “É a nossa base cultural, a permear a literatura, a música, o cinema e o teatro, que contém os elementos para desenvolver a capacidade de entender o mundo ao redor, de pensar criativamente, de criar e de agir com autonomia. São nossas viagens intelectuais pelo mundo das artes a nos permitir escapar das convenções, olhar além dos lugares-comuns, fazer conexões, pensar fora do convencional e buscar novas ideias”. Seriam nossos estudantes apenas depositários de conhecimentos a serem absorvidos e memorizados, desprovidos de análise crítica e reflexiva? Seriam nossos estudantes apenas sujeitos que se sujeitam a treinamentos mecanizados para responderem como objetos em produção de série? Onde estão as diferenças individuais? Uma educação mecanizada ou “bancária” como diria Paulo Freire, é aquela que tende a homogeneizar, automatizar e fragmentar. Nossa sociedade necessita de profissionais tecnicamente qualificados para desempenhar suas tarefas no mundo diversificado das empresas, mas, há profissões que necessitam de um escopo de conhecimento ampliado, contextualizado na dinâmica orgânica e viva da sociedade. O ser humano é um indivíduo, sujeito de si mesmo e não um objeto que se presta apenas a cumprir tarefas. O viver em comunidade necessita de pessoas humanizadas, que saibam se articular no conjunto social em consonância ativa com a multiplicidade de exigências do contemporâneo. Não há mais espaço na sociedade contemporânea para a separação sujeito/objeto. Aquele que se disponibiliza a ensinar, não está separado daquele que se disponibiliza a aprender com todo o arcabouço de conhecimento adquirido pela humanidade ao longo de sua história. São elementos que se completam e se complementam, não estão separados, mas estão juntos e se afetam mutuamente. São aspectos de um mesmo processo que se constrói conjuntamente. Aluno, professor e conhecimento se fazem e se constroem juntos, se afetando mutuamente. Conhecimento não é apenas uma técnica, mas, experiência somática. O conhecimento se faz nos processos vividos pelos sujeitos/pessoas, independentemente se é aquele que em um momento ensina ou aprende, pois ambos se alternam na relação de aprendizagem. Arte, experiência artística em todas as suas expressões, também é conhecimento, em igual importância com as ciências exatas e/ou mais técnicas. Tudo compõe o ser integral na integralidade orgânica viva.

Abraços    ****

Vivi

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