SOLIDÁRIO NA SOLIDARIEDADE

O espírito democrático que ao longo de anos, desde a antiga Grécia, vem ganhando corpo, passa por inúmeras fases na direção de sua maturidade: da democracia representativa, para a participativa e a comunitária. Do ponto de visto teórico, a ciência política oferece extenso material, mas na práxis ainda há muito por conquistar. A democracia é por sua essência a escolha de um povo para sua representação. Sabemos que uma nação se organiza em partidos, comitês, grupos sociais que representam as diversas iniciativas de um povo na legitimação de sua cidadania. Um povo que é em si mesmo constituído por inúmeras comunidades, espaciais/locais e culturais. Em meio às diversidades, o diálogo é instrumento essencial para a escolha de representantes no exercício de uma democracia. Os representantes escolhidos, nos mais diversos setores sociais, desde um presidente a um líder de um grupo de jogadores de um determinado esporte, tem ou teria por princípio o compromisso responsável de defender, proteger, aqueles que os escolheram. Aqui entra a questão da solidadriedade. Uma comunidade precisa para sua própria sobrevivência acionar o espírito de solidadriedade onde todos e cada um, na sua responsabilidade e mutualidade cooperativa, se unem para legitimar seus direitos essenciais, ou naturais da dignidade humana. Comunidade e solidariedade, caminham de mãos dadas, ou deveriam caminhar na via da reciprocidade. Ocorre que, falar em solidariedade é uma coisa, mas ser solidário é outra coisa, completamente diferente. Não se trata de teorização ou jogo de idéias, nem seria possível a sustentabilidade de uma comunidade apenas com teorias, embora necessárias para maior compreensão de um processo, porém é fundamental a práxis, a atitude que brota da alma de um ser humano que realmente está comprometido com as pessoas que constituem sua comunidade ou sua nação, sobretudo os líderes escolhidos. Ser solidário é viver na práxis a solidariedade. Em tempos em que os propósitos democráticos se veem ameaçados pela sombra de capitalismo de livre mercado, onde mais vale o interesse de poucos e bem poucos, do que os verdadeiros e nobres valores de uma justiça de solidariedade, igualdade e fraternidade para todos e todas, manter a integridade do verdadeiro espírito de uma democracia comunitária de forma atuante e viva, exige presença vigilante, atenção refinada e focada, e absoluto compromisso ético.

Abraços    ****

Vivi

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