SÓ O BELO …

De tanta racionalização, racionalidade e razões para tudo, na marcha forçada para o progresso, temos abandonado nossos sonhos, aspirações mais elevadas, o lúdico, o festivo. Nossa sensibilidade tem se perdido nos automatismos de nossos corpos controlados por controladores que não se deixam ver, não tem sequer uma face para que possamos vê-los. Progresso, crescimento, produção, lucros, que nos condicionam a trabalhar para sermos consumidores, credores, pagadores endividados. Estamos perdendo o encantamento, é isto o que está em jogo. Desencantados, nos maquinizamos e somos impedidos de perceber o belo da vida, que está e sempre esteve, seja nos períodos dionisíacos ou prometeicos. A boa nova da pós-modernidade, como afirmam alguns pensadores, é um retorno à ligação, às relações, o estar junto é o que interessa. Uma nova sensibilidade desaponta nesta aurora contemporânea. Quem sabe os novos ares, uma porosidade que respira mais livremente, possa então retornar aquilo que Platão muito bem nos faz lembrar: ” Só o Belo pode apreciar o Belo”. Quando o coração é pleno de amorosidade, compaixão, alegria empática, pode perceber, reconhecer e viver o Belo da vida, uma beleza que está e sempre esteve, apesar de…um coração que pode se encantar, cantar e dançar novamente.

Abraços    ****

Vivi

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