SILÊNCIO – A VOZ DA PAZ

Todas as tradições proclamam a paz. Algumas oferecem uma paz vinculada à adoração de um ser que está fora do ser humano, outras propõe uma relação onde o divino do externo é o mesmo que o divino que se expressa na interioridade da pessoa. Algumas exaltam uma relação salvacionista, outras estabelecem relações de responsabilidade e compromisso pessoal. Existem aquelas onde o sagrado existente no mundo externo, é o mesmo existente no mundo da intimidade interior de cada ser humano, numa relação de profunda reciprocidade entre vida interior e exterior. Neste contexto, também se evidenciam propostas  de absoluta responsabilização pessoal, desvinculada de qualquer  ser ou imagem protetiva, normativa, na promessa salvadora e redentora. Porém, todas as vertentes magnas, trazem em seu arcabouço a necessidade da paz para uma vida digna, onde o eixo da práxis está na sustentação do silêncio. Silenciar-se para fazer o contato, na religação entre o interno e o externo, seja pela representação iconográfica, imagética ou pelos preceitos estruturais, é a atitude silenciosa que permite o encontro interior. O silêncio tem sido o lugar onde a paz pode se expressar. Ambientes silenciosos favorecem estados mentais mais pacificadores, e o seu oposto também tem se mostrado verdadeiro, ou seja, ambientes agitados incitam à dispersão, à ansiedade, impulsividade, reatividade e, portanto, um distanciamento da paz. Há uma frase popular que afirma com grande sabedoria: “ A Paz que você procura está no silêncio que você não faz.”

Abraços    ****

Vivi

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