SERÁ QUE SOMOS ATENTOS?

Normalmente as pessoas são não-atentas, se dispersam com facilidade em divagações, mantendo uma constante conversa interna. Muito dos mal entendidos tem haver com a incessante verborragia interior. As pessoas não param de falar e com isto não conseguem ouvir nem sustentar um foco. Sem foco nos perdemos em nossas relações, direções e escolhas. Elas começam falando de uma coisa e vão mudando o teor da conversa, sem perceber suas divagações e incessantes falas consigo mesmo. Com esta atitude mental, são incapazes de ouvir e consequentemente não conseguem compreender. Muito dos desentendimentos ocorrem por esta ansiedade, causando irritações, frustrações, tédios, decepções, baixa auto- estima, incapacidade para tomada de decisões. Diante de tantos e diversos estímulos, as pessoas tendem a divagar e a total maioria delas, não conseguem se perceber neste estado disperso, cobrando do outro e do mundo, respostas que sejam adequadas em diferentes momentos. Diferentes, porque na dispersão, as solicitações e demandas pessoais mudam permanentemente, porque no geral as pessoas nem sabem ao certo o que realmente querem. Estar consciente e atento é estar presente. Se as pessoas não estão presentes, estão ausentes dos ambientes, dos contextos, ausentes de si mesmas. O estado de presença é uma condição de existência, onde corpo e mente está em estreita coordenação. É um estado em que a pessoa reconhece suas respostas somáticas e emocionais, momento a momento, tendo a possibilidade com isto, de responder ao mundo, aos acontecimentos, aos ambientes nos encontros, alinhada com as suas reais necessidades, objetivos e valores. É capaz de se considerar e considerar o outro, os outros e o mundo ao seu redor. É capaz de encontrar respostas somáticas e gestuais, emocionais e cognitivas, em coordenação com seus propósitos pessoais frente ao mundo, nas relações. Estar atento é uma experiência vivida em primeira pessoa, que as ciências cognitivas e a neurociência estão começando a traçar metodologia para a investigação. A atenção, como tantas coisas que fazemos na vida é possível ser treinada, aprendida, aprimorada. Grande parte dos conflitos que acabam em confronto violento entre as partes, está diretamente relacionado a não-atenção, à incapacidade de sustentação de um foco atencional, que qualifica o estado de presença no mundo.
Abraços ****
Vivi

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