SER SUJEITO OU SER OBJETO

No processo social evolutivo, a conquista do reconhecimento político-institucional dos  Direitos Humanos, foi um marco histórico e um grande avanço na direção humanitária. O contemporâneo, porém, se depara com outro desafio igualmente fundamental no âmbito da dignidade de todos os seres humanos deste planeta, que é o aspecto da responsabilidade social, política e institucional na preservação e sustentação destes Direitos, como legítimos da pessoa humana. Diante das manifestações das revoltas sociais da indignação, desde os anos revolucionários de 1789, 1917,1948,1968,1989 até 2013, em diferentes partes do mundo e em diferentes agendas que se completam, a legitimidade destes Direitos Humanos sinalizam uma necessidade de serem revisitados. No confronto com o capitalismo neoliberal,  aparece no cenário  uma nova configuração. Nem bem a pessoa humana se apropriou de sua responsabilidade e respeito por seus legítimos direitos, os discursos midiáticos da tecnociência a serviço do capital de mercado, tem capturado o sujeito na armadilha capitalista que o torna “objeto” dos Direitos Humanos e não mais sujeito dos Direitos Humanos.  O neoliberalismo das grandes corporações detentoras do poder econômico, tem apresentado narrativas marqueteiras, onde apenas algumas poucas pessoas conseguem perceber o jogo financeiro que se utiliza de um discurso com aparência de legitimação, mas que apenas favorece o jogo deste mercado financeiro . Fato é que, os Direitos Humanos precisam ser revisitados com urgência, para não cairmos na grande armadilha: ser sujeito dos Direitos Humanos e não ser objeto dos Direitos Humanos. A necessidade de um pensamento crítico, precisa ser enfatizada, para evidenciar que,  os Direitos Humanos tem sido usado para derrotar os Direitos Humanos.

Abraços    ****

Vivi

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