SER-ESTAR-JUNTO-COM

A Pós-modernidade se efetiva em formas que permitem a criatividade social, criando espaços para uma comunicação experienciada. Aponta para uma razão que inclua a sensibilidade, uma razão sensível. São dinâmicas vitalizantes que transpiram através da pele social dos corpos, da mestiçagem, da imaginação. Nas tribos urbanas estamos juntos-com. O  ser, é o ser-estar-junto-com. Não mais o isolamento alienante fruto de dominações e controles mas, uma pessoa que se integra na participação criativa no presente. Criatividade, novas linguagens, formas que incluem as histórias de vida e as diversas manifestações dos imaginários coletivos. Conexão é a palavra. Estar junto-com nas praças, nas ruas, um cotidiano repetidamente semelhante que toma colorações diferenciadas na estética do viver. A passagem da modernidade para a pós-modernidade revela uma mudança paradigmática, uma mudança valorativa que clama pela criatividade, pela estética, pela emocionalidade. O povo não quer mais ser subjugado pelos políticos, intelectuais e jornalistas. Os espaços das explicações estéreis, da fria racionalidade se esgotaram. A pessoa humana quer ser-estar-junto-com e reconhecida na sua integralidade viva, mutante, plural. Há que se ter um olhar ampliado que possa compreender a complexidade humana, no seu viver cotidiano e ao mesmo tempo reconhecer as mudanças do contemporâneo, criando linguagens para uma comunicação participativa, vivida e experienciada. Novas formas de relacionamentos convidam a novas formas de ser-e-estar no presente, afinal a vida só se faz junto-com e sempre é recomeçada.

Abraços    ****

Vivi

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