SENTIR E VINCULAR

O século XIX foi tremendamente enfático na lógica da dominação masculina. Um modelo relacional altamente controlador, cujo rigor de rigidez dentro de uma égide hierárquica vertical, estratificante e pouco permeável, mais afastou do que aproximou as pessoas nas relações de convivência social. Por outro lado, o século XXI, despontou trazendo na sua aurora o retorno dos afetos, em linguagens onde a sensibilidade começa a ganhar espaços, as propostas de preservação ecológica fazem sentido, contribuindo para uma aproximação entre as pessoas, em formatações mais horizontalizadas. Em linguagens diversificadas, o papel dos sentimentos na elaboração do vínculo social, dentro de matrizes humanizadoras, evidenciam com grande clareza uma afetividade matricial. Nestes cenários, os vínculos sociais tomam corpo dentro das corporeidades, nas subjetivações, no imaginário, nas identificações grupais, aproximando, conectando, garantindo o estar-junto-com. Um contemporâneo onde, sentimentos e afetos são elementos fundamentais para que sejam estabelecidos vínculos e laços sociais. As redes sociais tem sido a evidência desta construção social, quando viabilizam a comunicação, fazem circular as informações, idéias, modas e modos relacionais. Os vínculos sociais através dos afetos, revelam a necessidade humana de pertencimento e reconhecimento humano. São novos tempos, novos espaços, novas linguagens que buscam expressões e reconhecimento, linguagens que pedem passagem. Estabelecer vínculos afetivos sociais, garantir a confiabilidade e o reconhecimento do sujeito humano pertencente a esta humanidade, tem sido uma etapa da trajetória humana, a questão agora é COMO educar e estabelecer os limites que regem responsabilidade, cooperação e respeito mútuo dentro da diversidade. O próximo passo a ser dado,  neste século XXI, será na direção da formação de uma educação ética comunitária.

Abraços   ****

Vivi

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