SEM AMOR REGE A LEI

A capacidade amorosa, inata em todo ser humano, quando vivida pela consciência de uma pessoa que se faz presente em seu viver, naturalmente se estende para além de si mesmo e se conduz por autonomia. Uma pessoa comprometida com os valores éticos é regida por uma “lei” interna de conduta pessoal, reconhece a sua responsabilidade frente ao bem comum. O sujeito ético  é aquele que se norteia de forma autônoma e não automática. No automatismo condicionante, não há reflexão, o discernimento desaparece e a pessoa reage onde deveria agir com respeito mútuo. A ética está ancorada na razão sensível que inclui a compreensão amorosa, a cordialidade, a gentileza, que por sua vez, sustenta uma percepção ampliada e contextualizada da realidade. É capaz de encontrar os meios dignificantes onde o amor altruísta se coloca a serviço do outro e dos outros, em função de um bem comum. Contudo, quando a capacidade amorosa falha, a lei, a norma assume o papel principal. Aqui o poder se torna controlador, subjuga, intimida e desqualifica. Um poder que se fortalece pelo egoísmo irresponsável, gerador de medos, desconfianças e inseguranças. Sempre que o amor é desvalorizado nas relações, as leis passam a controlar. Diria o filósofo André Comte-Sponville “Precisamos da moral na falta do amor”.

Abraços    ****

Vivi

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