RÓTULOS E MOLDURAS

 

A racionalidade da nossa mente, muitas vezes tende a rotular e enquadrar o nosso olhar para o mundo. Apreendemos informações, modos de ser, experiências e ambientes e ao longo da vida, vamos construindo cenários, que nada mais são do que aparências, fugindo totalmente da realidade. Neste processo, o que sobra é sofrimento, pois as aparências são ilusórias, não tem sentido na factualidade. A tendência de qualificar as coisas de acordo com nossos moldes, acaba fazendo com que as relações de EU e MEU, passem a ser reais. Porém, um olhar mais refinado, perceberá que não passam de constructos mentais, onde parece ser verdadeiro mas são meras aparências, ilusões. Não é incomum observar pessoas que se deixam ser absorvidas pelas molduras de linguagem e pensamentos, por elas criadas, que iludem e mascaram a realidade dos fatos. O pior é que acreditamos nas ilusões e aqui nasce o sofrimento. A mente conceitual tende a criar distinções, separações, como sujeito e objeto, existência e não existência, como se fossem elementos independentes, o que não condiz com a realidade, pois não há como separar. Um carro é um carro não porque tem rodas, motor, direção, faróis, mas pela relação entre as partes que forma um todo, com sentido e significado. Assim também o nosso corpo. Não somos feitos de partes separadas e distintas, mas de um conjunto interdependente, dinâmico, em fluxo processual. Estar atento às rotulações e enquadramentos da racionalidade é fundamental para uma vida sadia e amorosa.

Abraços   ****

Vivi

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