ROTA PARA A LIBERDADE

A busca pelas experiências prazerosas, que trazem felicidade e o distanciamento de tudo que conduz ao sofrimento e à infelicidade, é quase uma trajetória natural da pessoa humana. Contudo, não é incomum encontrarmos pessoas queixosas, tristes e sofridas. O discernimento nos permite claramente entender que, o sofrimento humano possui três causas bem evidentes: doenças, calamidades naturais ou guerras. O tal sofrimento mencionado por tantas pessoas, se olharmos com mais clareza, assim como a própria alegria, não possui uma causa específica, são apenas sentimentos que dependem dos nossos pensamentos e do estado mental que certos pensamentos geram. Alegrias como tristezas não existem por si mesmas, apenas em relação ao modo, ao COMO as encaramos. Quando nos identificamos com o sofrimento como sendo MEU, ele é experimentado como tal. A existência do sofrimento depende do rótulo, da designação que o sujeito constrói para si mesmo e projeta sobre a experiência vivida. Compreender que, é a partir dos pensamentos, identificações, rotulações, que a pessoa cria as situações como sendo sofridas, e passa a experimentar sentimentos e emoções referente ao sofrimento. Deixar de ser vítima dos sentimentos e emoções criados pela inconstância dos pensamentos de uma mente que não se percebe como fluxo e adotar novas atitudes, nova postura interior geradora de bom-senso, talvez seja, um caminho para a liberdade. Porém, depende absolutamente de uma decisão pessoal, de uma pessoa determinada a investir na sua libertação.  A neurociência vem comprovando com sucesso a existência da “rota para a liberdade” através das práticas atencionais de  treinamento mental.

Abraços    ****

Vivi

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