RETRATO DO INTERESSE INDIVIDUAL

O binômio pessoal/social acompanha o humano ao longo de sua história e de sua vida, afinal somos ao mesmo tempo indivíduo e sociedade, somos uno e múltiplo ao mesmo tempo.Embora que, nossa história de lógica e racionalidade busque definições, estamos e estaremos sempre tangenciando esta dualidade que nos faz um e múltiplo.Porém, este aparente paradoxo não se encontra na estática mas na dinâmica viva da vida, no pulso. Aprender a lidar com esta pulsação, equilibrando-a é também uma arte, a arte do viver na relação de polaridade.Os seres humanos vivos são sistemas relacionais,que se estabelecem na  co-dependência. Embora que o cenário capitalista retrate a face individualista do humano e seus interesses individuais, a dinâmica só acontece em relação e na relação, mesmo que seja no imaginário pessoal. Um olhar mais refinado pode revelar que a pessoa humana tem estado na busca de interesses que orbitam em torno da necessidade de elogios, fama, amor ou poder. Mas, para isto precisamos de um outro, que me elogie, me ame, me conheça, na relação que irá se estabelecer. Até mesmo o desejo de prazer se estabelece na co-dependência de um outro em relação. Fato é que, mesmo o interesse pessoal sempre se dirige a um outro, na mesma proporção que é dirigida ao SI mesmo, pessoal. Será então que poderemos reverter as nossas relações do egoísmo para a cordialidade da compaixão? Vivemos e convivemos na relação. Não há vida sem relação. Vida é conexão. Será que podemos sustentar relações mais salutares em nosso viver e conviver? A palavra chave é sustentabilidade com cordialidade e para isto precisamos de atenção e presença, clareza de intenções.

Abraços   ****

Vivi

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