RESTAURAR VIDAS E PESSOAS – DESAFIO E COMPROMISSO

Algumas perguntas são constantes diante das expressões de violência na vida social: Da onde vem tanta maldade? É possível mudar este quadro onde a hostilidade parece crescer em desmedida? Pessoas mudam comportamento? A violência é um problema do estado ou o cidadão também é responsável? Há cura para o sofrimento humano? Não faltam perguntas, como não falta indignação e o desafio é evidente, para todos nós, cidadãos deste planeta Terra neste momento social. Mais uma vez, a Neurociência pode nos ajudar, lembrando que o cérebro é plástico e portanto, pode mudar, quando mudamos a qualidade dos ambientes. Os comportamentos e atitudes podem mudar, como podem mudar a qualidade dos ambientes e a forma como lidamos com os acontecimentos. Novamente desembocamos na educação. No âmbito social o desafio e o compromisso é de todos, cidadãos e estado. Precisamos agir juntos, no menor, nas pequenas interferências pessoais como nas agendas de política pública. Acredito que, é preciso articular esta relação, do público com o privado, mas, a grande dificuldade é ultrapassar a crença que obstaculiza a mudança, pois temos entendido que para mudar comportamento precisamos de endurecimento, da força que brutaliza e a neurociência já afirma que o cérebro reage à raiva e à hostilidade, impedindo a mudança.  Para mudar comportamento precisamos mudar crenças. Acreditar na vontade Inteligente da emancipação, da igualdade de que todos os seres vivos são capazes de aprender, desaprender e reaprender. Sair do círculo da vingança da desigualdade e agir na igualdade do respeito que inclui o respeito e a inteligência criativa que sabe encontrar caminhos viáveis e mais agregadores. Aqui nasce a restauração de vidas e pessoas, mas há que mudar as lentes e estar atento aos discursos enganadores que servem à desigualdade que separa e exclui, para manter o controle de poucos sobre muitos.

Abraços    ****

Vivi

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