RESTAURAR OU RESOLVER

A cultura da superficialidade, do resultado imediato, da fragmentação linear do pensamento, da empobrecida responsabilidade ou “mediocridade” do “faz-de-conta”, quer se convencer que resolver um conflito é apenas reparar “um” ou “o” dano causado por uma ação considerada violenta. Porém, a realidade evidencia que esta forma de abordar o direito violado de uma pessoa, além de não resolver o conflito em questão, ainda é estímulo para a perpetuação de outros conflitos, como consequência. Quando um conflito não é resolvido na sua origem, na sua raiz, na causa primeira que muitas vezes está subjacente, não aparente, o conflito emerge em algum momento e até com mais violência. A questão em pauta é restaurar as relações. Elas é que estão sendo violadas e para isto é preciso ir mais fundo, acolhendo a humanidade de todas as pessoas envolvidas numa situação ou acontecimento que gerou a violência. Aqui a pessoa do facilitador restaurativo é fundamental. Os círculos de Práticas Restaurativas, respaldados pela Justiça Restaurativa reconhecida no Brasil, viabilizam a restauração das relações, do compromisso ético dos cidadãos na dignidade de sua cidadania, com discernimento e responsabilidade. As relações humanas precisam ser preservadas para que o tecido social não se rompa e a convivência no estar-junto, possa ser o verdadeiro e legítimo canal de passagem da vida.

Abraços    ****

Vivi

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