REENCONTRAR A VIDA

O poeta, escritor, dramaturgo Artaud, (1896-1946), no seu texto O Teatro e seu Duplo, faz a seguinte reflexão: “De tempos em tempos acontecem cataclismos que nos incitam a voltar à natureza, quer dizer,reencontrar a vida”. Diante de tantas “crises”, sejam elas crise de valor, crise moral, crise de costumes, crise cultural,crise financeira, em fim, onde as referências já não conseguem mais abarcar com suas explicações, nem apontar direções e possíveis soluções, quem sabe a comunidade humana possa se voltar para o valor da vida. Quando um modelo social se esgota é preciso “voltar para casa”. Talvez seja a “casa” da vida, a preciosidade que este planeta, esta Terra, orgânica, pulsátil, viva, possa nos fazer direcionar o nosso olhar e com ele os nossos esforços para preservar o que mais corre risco: a vida. É a vida humana que está sendo desafiada. É ela que está em jogo se continuarmos desprezando, descartando como um “embrulho de sanduíche ou um copo de refrigerante”. A capacidade cognitiva, todo o conhecimento acumulado, a consciência humana, nossos corpos, todo o processo evolutivo que nos fez chegar até aqui não pode ser simplesmente descartados. Este cenário trágico onde a vida está sendo comprometida, possa talvez ser a fonte que fará nascer a vontade humana de reencontrar a sua própria vida. Um encontrar a vida a partir de uma nova camada de consciência. Uma iniciativa, um agir interconectado entre as forças do pessoal e do coletivo. Uma emergência dos campos sistêmicos de uma consciência em evolução. Amar a vida é ter a coragem de viver uma vida de amor.

Abraços    ****

Vivi

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