REAVALIAR PARA NÃO RETALIAR

A experiência já demonstrou a cada pessoa humana a força que possui uma emoção. Algumas emoções se apresentam com tanta intensidade que,  para controlá-las  é preciso uma grande dose de autodeterminação, muita clareza interior com grande qualidade de presença e foco. As emoções de maneira geral possuem “tonalidades diferenciadas”. Reconhecê-las é uma tarefa de suma importância. A raiva, por exemplo, é uma delas. A raiva pode se mostrar de varias formas, em tons variados, da timidez ao ódio, podendo gerar respostas incontroláveis. Mesmo causando arrependimentos posteriores as marcas ficarão. Uma das respostas à raiva é a retaliação, o desejo de vingança, que pode ser imediato ao ato ofensivo ou contínuo, corroendo lentamente tanto o ofendido como o próprio ofensor. Sair deste círculo vicioso e doentio, requer boa vontade, atenciosidade e consciência, exige um profundo e determinado querer . Um dos caminhos é a via da reflexão. Sem consciência não há reflexão, há impulsividade. É a reflexão que permite a compreensão do cenário, da história, do contexto onde foi gerada a emoção da raiva, altamente corrosiva.  O refletir,  pede calma, pausa, por menor que ela seja.  Neste tempo de espera é possível resignificar, reavaliar todo o processo gerador da expressão raivosa, seja por palavras de ofensa, gestos, tom de voz, olhares, para então ser possível não se deixar cair nas garras da retaliação. Retaliar é uma expressão ainda muito presente em nossas relações, pois ainda acreditamos que causando mal à pessoa que me fez mal, poderei acabar com a maldade. Esquecemos que, enquanto o ser humano não repensar este padrão de resposta frente ao mal, ele continuará presente em nossas relações, corroendo-as e corrompendo-as. O diálogo reflexivo começa no íntimo de cada pessoa. Reavaliar para não retaliar, pede um educar, uma autoeducação sincera e permanente.

Abraços    ****

Vivi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *