RAZÃO SENSÍVEL COM ALEGRIA EMPÁTICA

Longe de ser uma fórmula mágica, a razão sensível é um farol que ilumina a reflexão. Uma razão que inclui o sensível, o imponderável, o novo, o criativo, o ousado, é uma razão que se entrega para abarcar as outras faces da existência humana. Uma razão que não se atém apenas à linearidade de um absolutismo lógico, mas, que se abre para um pensar sensível, não condenatório. Um pensar encorajador do risco que alimenta a brotação do novo, daquilo que existe em potência e apenas espera a oportunidade para ser revelado no vigor da intensidade do imprevisível. Um imprevisível que é capaz de ver e religar, para fazer emergir o que não foi previsto, mas, que estava em latência a espera de ser revelado. Um pensar sensível reconhece a empatia, que é capaz de “sentir o que o outro sente”, permitindo escolhas que adotem as vias mutuamente aceitáveis e benéficas nas relações de convivência humana. A capacidade de entrar em ressonância afetiva com os sentimentos do outro, de forma consciente de si e dos acontecimentos, permite o contato com uma qualidade de encantamento interno, a alegria empática. Quando a razão sensível abraça a alegria empática, o senso moral, a ética, o senso de uma justiça pacificadora, se ampliam através da percepção de nossa humanidade comum.

Abraços    ****

Vivi

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