QUANDO VEM A CONFIANÇA ?

Em todo relacionamento a confiança é a base de sustentação. Para vincular há que confiar. Sem confiança não há entrega, não há transparência, não há conexão. A confiança alimenta a cooperação e o senso de comunidade, de integração. Ao nascer não reconhecemos de imediato a nossa mãe, mas reconhecemos o cuidado que garante a nossa sobrevivência e é nesta qualidade relacional que aprendemos a confiar. A nossa sobrevivência está, portanto, diretamente ligada à sensação de confiança. São estas experiências genuínas, que marcaram os nossos primeiros momentos de vida, seguindo pela infância, que permitirão que as relações confiáveis possam ser estabelecidas ao longo de nossa existência. São experiências marcantes que seguem o viver de toda pessoa humana, conferindo autoconfiança que será ou não, ampliada para toda a vida adulta e para todas as outras relações.  Conforme experimentamos os primeiros anos de nossa vida, no cuidado e acolhimento materno, é que teremos possibilidades de estender esta característica ao longo do crescimento maturacional e para os ambientes onde nos conectarmos. Felizmente, a plasticidade cerebral nos permite reorganizar as memórias de nossas primeiras experiências. Se tivermos uma mãe nutridora, certamente esta marca irá nos acompanhar gerando nutrição confiante. Porém, se a experiência de negligência tiver sido marcante nos primeiros anos de nossa vida, esta marca nos acompanhará, dificultando a expressão de relações mais responsáveis e cooperativas. A boa notícia é que, estas marcas podem ser alteradas pela plasticidade cerebral, uma capacidade disponível a todos os seres humanos em qualquer idade, de modificar a sua assinatura neural, porém vai depender das oportunidades apresentadas ao longo do nosso viver, que sejam capazes de gerar motivação compassiva. Fato é que, todo ser humano busca relações confiáveis, ambientes confiáveis, busca a sua autoconfiança, pois é ela que tem o potencial de garantir uma amizade genuína.

Abraços    ****

Vivi

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