PUNIÇÃO NÃO GERA RESPONSABILIDADE

A história da humanidade é marcada por guerras, confrontos, enfrentamentos, extermínios, dominação. Os livros pedagógicos de história bem como o conteúdo programático escolar, são  pontuados  pelas guerras, conquistas bélicas, subjugação de grupos culturais, subjugação do humano pelo próprio humano.  Viajando pelas cidades do mundo inteiro, encontraremos monumentos como marcas do poder dominador nos acontecimentos bélicos. O herói que vai para a guerra é uma figura idealizada. São inúmeros os emblemas que reforçam a cultura da punição. É isto que temos aprendido. Sair deste lugar será um grande desafio para a humanidade inteira. Entender que a punição não gera responsabilidade, muito pelo contrário, a punição gera revolta e retaliação. Inúmeras são as evidências indicando que o caminho da punição e da violência não promovem a responsabilidade.  Respeito, compromisso, inclusão, são valores que se alimentam no processo pedagógico , em todos os espaços, desde o familiar ao comunitário, no cotidiano de cada ser humano e é transmitido de uma geração a outra. Os seres humanos na sua capacidade intelectual, cognitiva, ainda não aprendeu a dialogar. A lógica da exclusão tem presença marcante nas conversas interpessoais e intrapessoais. Facilmente nos colocamos fora do diálogo optando pela imposição e controle. Gerar responsabilidade é uma tarefa que pede ampliação de consciência perceptiva, pede um raciocínio complexo e contextualizado no sentido de querer compreender a história de cada um para poder incluí-lo, respeitando a diversidade,  afinal é ela que traz a riqueza expressiva dos seres humanos em todos os cantos do mundo. Não importa a veste, a língua falada, a comida, o cabelo, a cor da pele, o canto e dança, uma vez que todos nós em nossa humanidade cantamos e dançamos, produzimos conhecimento que alimenta nossos filhos. Todos nós somos capazes de amar e ser amado, mas precisamos pertencer. Saber dialogar, saber ouvir para poder compreender e então traçar limites respeitosos e permeáveis, respondendo ao mundo nos encontros com respeito e responsabilidade, são ensinamentos que merecem toda a urgência neste contemporâneo. Sair da lógica da punição para se colocar vivo, pleno, muscularizado, na voz, na face, no gesto, na palavra, pede a coragem que só pode brotar do coração de quem se entende interconectado e interdependente neste mundo e nesta vida deste presente.

Abraços   ****

Vivi

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