PRESENTE NO COTIANO

Existimos na vida de todos os dias. É no presente do viver que tudo acontece, imerso na mutação inerente da vida. Tudo está em permanente processo de transformação. Tudo que é vivo se movimenta, se transforma na impermanência natural da vida, do micro ao macro.Estar no presente do cotiano de cada dia, é poder ouvir o imaginário de uma cultura que se elabora, constrói e se desconstrói na vida corrente do latente, daquilo que não é oficial, mas, oficioso. “Estar na altura do cotidiano”, como afirmava Max Weber, é estar presente para estar adequado ao que é, naquilo que a vida é, como ela é. O “presente” é o tempo do contemporâneo, onde não há mais espaços para retroceder ao que ficou para traz, sobretudo ao que ficou inadequado, o que desagregou. O presente constrói linguagens, formas, novos cenários para prosseguir a intensidade da vida no viver, com tudo que veio e com tudo que ainda está por vir, mas, é no presente que a realização acontece. Portanto, a mudança é agora, é no presente que ela acontece, caso contrário, serão discursos despossuídos de realidade, que não tem mais espaço no contemporâneo. Se quer mudar –  mude agora! O tempo é agora, o compromisso é hoje. É no hoje que podemos construir a condições e com elas, a suas causas que viabilizarão futuros mais adequados, mas, o tempo é hoje. Se tudo está em constante transformação, é no agora que a responsabilidade pela adequação do momento nos permite, pelo compromisso com valores e atitudes, cujos desdobramentos trarão consequências no futuro, ser e ter a consciência de um ser humanizado. Estar presente no hoje, para ler e ouvir aquilo que fala no silêncio dos acontecimentos e então, se conectar ao que é real e não apreender-se nas aparências deslocadas no tempo. Estar no presente, é estar na liberdade da alma humana.

Abraços    ****

Vivi

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