POSSUIR UMA REGRA …

Saber das regras que normatizam as relações, das mais diversas ordens, não tem se mostrado garantia de uma boa conduta. Regras e leis reguladoras de condutas é que não faltam no cardápio relacional. Como filhos da justiça e de heróis, da Grécia ao Direito Romano, as pessoas conhecem as regras, a questão é garantir a respeitabilidade delas para garantir bons relacionamentos. A experiência do conviver evidencia no cotidiano que ainda falta muito, ou seja, que as leis ainda não garantem a preservação das boas condutas. Virgínia Kastrup doutora em psicologia, pesquisadora da cognição e da subjetividade, afirma que “… possuir uma regra não é o mesmo que saber aplicá-la a uma situação”. Toda pessoa humana possui um senso de justiça. Todos nós humanos sabemos quando cometemos um deslize ou infringimos uma regra, mas assim mesmo continuamos a persistir no erro. Então, COMO mudar este padrão de conduta? Este talvez seja um dos grandes desafios da educação contemporânea. Toda aprendizagem requer compatibilidade, coerência, entre o sujeito e o meio em que ele está inserido. Não há separação entre o meio e o organismo. Eles se acoplam na rede neural, no dentro, e na rede social, no fora, onde dentro e fora interagem, estão interconectados por reciprocidade e em contínua mudança estrutural. Regras de conduta, nós humanos já possuímos, o que nos falta é sua aplicabilidade de forma espontânea, por livre escolha pessoal.

Abraços    ****

Vivi

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