POR QUE NOS SUBMETEMOS?

Na linguagem comercial há quem diga que “se existe alguém vendendo algo, é porque existe quem queira comprar este algo”. Assim também acontece no plano das ideias. Compramos coisas e produtos, como compramos ideias e modos de agir. Como num jogo de cartas onde os jogadores saem à procura de seus pares. Diante da diversidade dos comportamentos, também é possível afirmar que se existem pessoas que subjugam pessoas, como acontece nas relações autoritárias, é porque existem pessoas que se submetem à subjugação. São relações correspondentes de encaixe, como chave e fechadura. Diante deste cenário, emerge a pergunta: por que pessoas se submetem ao autoritarismo? Seria porque este autoritarismo já está interiorizado na mente de pessoas? A despeito do poder e das leis existentes no autoritário, na pessoa de um autocrata que ocupa um lugar outorgado por um regime político, esta pessoa é uma criatura como outra qualquer. Um autocrata que faça uso de um poder que ele mesmo se atribuiu por uma posição que ocupe, aquele que se submete ao seu autoritarismo e suas arbitragens, é porque já tem interiorizado em seu modelo mental e emocional esta relação de aceitação e subjugação. Subjugar-se a algo ou a alguém, depende de um lugar interno de uma pessoa que se deixa ser subjugado. Quando pessoas aderem a um padrão de exigência de submissão, talvez seja porque elas não conseguem acessar a sua liberdade interior e portanto, necessitem para viver, serem conduzidas por outros ou por alguém. Relações de poder totalitário e de subjugação subserviente, nascem  na mente e nos corações do humano. Ter consciência deste jogo cultural que usurpa a liberdade da criatura humana, é fundamental para a saúde pessoal, social e coletiva em todas as instâncias do viver e do conviver.

Abraços   ****

Vivi

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