PESSOAS NÃO SÃO DESCARTÁVEIS

A justiça é a coluna vertebral da civilização ocidental. Uma qualidade de justiça, que permeia tanto os monoteísmos como o legado do direito  romano. Embora que tenhamos herdado todo um arcabouço legal, que ao longo da história foi ganhando configurações no sentido protetivo dos direitos humanos, ainda no alvorecer do século XXI o descarte desumanizante da pessoa humana se evidencia em inúmeras situações. Dito de outra forma, não é mais possível admitir que pessoas sejam descartáveis e jogadas como lixo. Se faz necessário que depositemos todos os nossos esforços para  encontrarmos  juntos, caminhos para humanizar os desumanizados. Neste sentido, a justiça e a instituição judicial, deveriam coordenar esforços para oferecer uma resposta mais coordenada, onde o respeito e a preservação da inclusão seja um princípio norteador. Neste território, além de conclamar os protagonistas da rede social, pública e privada, como educação, saúde, os sistemas de segurança, urbanismo, mídias, representações religiosas, é fundamental que uma mudança no olhar, na atitude mental ocorra. Sair da exclusão, para encontrar vias de inclusão dentro da diversidade. Se não houver, procedimentos e práticas que preservem os valores fundamentais da vida e do ser humano, lamentavelmente não haverá  uma verdadeira mudança. Lembrando que, toda violência responde com violência, que reforça ainda mais as respostas violentas, sejam elas concretas, físicas ou morais. Enquanto não se encarnar atitudes humanizantes, não mudaremos este quadro. Pessoas não são e nem podem ser descartáveis. Ocorre que, como temos utilizado este procedimento ao longo de nossa história civilizatória, como a escravatura, não percebemos o mal que estamos cometendo no sentido de reforçar, estimular e perpetuar a violência. Todo ser humano quer ser respeitado, acolhido, amado, ter sua vida preservada. Do ponto de vista legal, a vida e a paz é um direito constitucional, mas ainda não é um direito moral na factualidade. Pessoas não são descartáveis, é uma questão de atitude interior.

Abraços    ****

Vivi

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