PESSOAS LIVRES

Em meio a tantas diversidades inerentes ao convívio humano, o conflito é algo que se faz presente, seja no âmbito das relações intrapessoais como interpessoais. A todo momento estamos diante de escolhas que pedem decisões, seja no simples ato de escolher um copo de água ou um suco natural para saciar a sede e é claro, sempre na dependência das contingências,daquilo que tenho diante de mim para fazer a escolha mais adequada. Das pequenas como nas grandes escolhas, tomar decisões faz parte do viver. Nas relações, diante das diversidades culturais, religiosas, políticas, relacionais, muitos são os momentos que solicitam decisões. Portanto, o conflito é absolutamente natural e até saudável,o que não pode ser admitido é querer resolver os conflitos por meio da violência, da violação do respeito e da dignidade humana. Um dos fundamentos sistêmicos do trabalho com o conflito recai sobre a capacidade de se fazer escolhas. Neste sentido, escolhas responsáveis só podem ser assumidas por pessoas livres. São elas as que possuem a capacidade de reflexão, através de um olhar contextualizado, ampliado na percepção, que permite o discernimento e o bom senso. São as pessoas que cultivam um estado interno de boa vontade para querer compreender e não condenar. O conflito evidencia a complexidade do viver e do conviver e portanto, exige um olhar refinado, contextualizado e não apenas no âmbito da lógica linear. Trabalhar com o conflito é saber pensar com razão sensível, considerando sentimentos, necessidades, modelos relacionais e culturais. Somente pessoas livres no seu pensar, podem compreender que, atuar nas situações conflituosas requer uma capacidade ampliada de consciência, requer uma qualidade de presença que considere o racional e emocional ao mesmo tempo e ainda que tenham um absoluto compromisso com a verdade.

Abraços    ****

Vivi

 

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