PENSAR EM SI

Alguém que se considera, que se disponibiliza a se reconhecer para se compreender, é alguém que se pensa corpo, que se pensa como um ser integral na dinâmica viva da vida no viver. Experimentar-se em sua corporeidade, é também se reconhecer na relação muscular, emocional, cognitiva, como um ser histórico. Pensar em si, é dialogar na intimidade de um ser em permanente processar-se no viver suas afetações, seus desejos, sonhos, é emocionar-se com uma consciência reveladora. Pensar em si é corpar-se, é ter em si a consciência de um corpo vivo, que se constrói, se processa em seus territórios nos encontros, dentro dos acontecimentos sociais e políticos. Pensar consciente de si, é se recusar a ser um objeto que serve a um capitalismo ditatorial de formas prontas, a serem descartadas sempre que deixarem de ser convenientes para o utilitarismo do mercado. Pensar em si na consciência de uma presença viva neste mundo comum, é se reconhecer como parte responsável de uma missão social, política e espiritual, dentro da “teia” da vida. Pensar sem si, é se apropriar da beleza e encantamento da vida, com todos os seus mistérios e revelações, como uma dádiva a ser preservada, cuidada, acarinhada, acolhida em favor da continuidade desta vida através do bem comum. Pensar em si inserido num contexto que vai muito além da materialidade, é sair das formas rudimentares e infantilizadas dos egoísmos, para abrir-se para um bem maior, disponibilizando sua potência, talentos, competências para serem unidas na agregação da dignidade da vida para todos, para com tudo que vive neste mundo. Pensar em si, é saber que o Amor não tem fronteiras, não tem preconceitos, porque o amor começa com a humildade de se reconhecer a si mesmo como um ser pleno neste universo, juntamente com todos os outros seres plenos de si na busca da felicidade genuína. Este Amor, é o silêncio de SI.

Abraços    ****

Vivi

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