PENSANDO VALORES – RELATIVO OU ABSOLUTO

Quando se trata de valores, é possível pensar em valores relativos, ou seja, valor de conveniência? Ou os valores são eternos e universais? Eu devo amar, porque o mundo é amável, ou eu amo o mundo e o meu entorno, independente de como eles possam ser? Os valores são depreciados para aqueles que necessitam de uma exigência externa para valerem. A pessoa que tem o valor como referência interna, não depende de nenhuma garantia, nenhum deus/Deus exigente para amar a si e ao próximo. O relativismo é remédio para aquele que necessita de uma forma externa, dos desejos, dos interesses, dos discursos sabotadores que pregam formas relativas. Argumentos como: depende, depende do momento… Uma razão forte e contundente, para justificar certos agires. O dogmatismo por outro lado, trará argumentos como: porque a justiça existe é que temos que nos submeter a ela. O justo é justo porque entende que a justiça ainda não existe, a não ser na profunda interioridade do ser humano, portanto, ela precisa ser construída. Há que ter lucidez, amor e coragem para lidar com os discursos que camuflam a realidade. Os valores são eternos e universais, portanto, absolutos. Amo porque amo, sou justo e responsável porque sou um ser de responsabilidade. Respeito a mim, ao outro e ao mundo porque me faço respeitar e o respeito permeia toda a minha existência, seja no âmbito mais interior do meu ser, seja na minha vida relacional e extrovertida. Valores são eternos, portanto, inegociáveis.

Abraços    ****

Vivi

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