OS INFORTÚNIOS

Do ponto de vista biológico, nós seres humanos aprendemos a nos afastar de tudo que possa ser uma ameaça às nossa sobrevivência, e nos aproximar de tudo que favoreça a nossa vida. Nos afastamos do desprazer e nos aproximamos do prazer, dos infortúnios queremos distância. Ocorre que, devido à ausência de conhecimento, falta de percepção ou de negação à compreensão, nos negamos a ver que, grande parte do nosso sofrimento é criado por nós mesmos. Muitas vezes nós mesmos somos a causa de nosso infortúnio. Até mesmo pela condição de recusa em querer ver, querer compreender, ter consciência de que, em muitas circunstâncias, nós somos os causadores de nossos próprios sofrimentos. Quando negamos a tomar contato com nossos padrões mentais, padrões de pensamentos, atitudes desagregadoras, estamos mantendo nosso sofrimento pessoal e pior, causando sofrimento às pessoas que estão à nossa volta, perpetuando o ciclo de infortúnios. Lidar com as nossas frustrações requer coragem, humildade, boa vontade. Abrir mão de um padrão mental requer diligência pessoal, compromisso auto-deliberativo. A imaturidade e a estreiteza de percepção nos torna criaturas assustadas, inseguras, inquietas, angustiadas diante de nossos fracassos e nossas falhas, nos tornando criaturas sempre prontas para atacar, o que ainda pode favorecer mais atitudes hostis. Quebrar esta espiral de infortúnios é um desafio pessoal, altamente nobre, fruto de uma escolha pessoal comprometida com a dignidade humana.

Abraços    ****

Vivi

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