ONDE NASCEM NOSSAS CRIANÇAS

Uma criança que tenha nascido num lar onde a dominação e a subjugação são valores permanentes, ela aprende que este é o padrão de referência para a sua vida. Famílias dominadoras ensinam desde cedo as suas crianças a encararem as relações de dominação e submissão, como sendo normais e morais. O modelo do duplo padrão, onde o homem é considerado superior e a mulher um ser inferior, justifica e perpetua a injustiça e a desigualdade. O sistema de dominação possui duas premissas básicas: dominar ou ser dominado e ainda, superioridade ou inferioridade. Então, o mais forte, o macho, o masculino domina tudo e todos, as mulheres e seus filhos, afirmando em suas atitudes e modos de ser, a sua total superioridade sobre tudo que possa advir das formas de ser consideradas femininas, como o diálogo, o acolhimento, a inclusão, a solidariedade. O modelo de dominação, tem sido usado ao longo da história e até os dias de hoje, para justificar a escravidão, a servidão e outras formas de exploração, inclusive a exploração econômica. ” A convicção de que a subordinação de um grupo por outro é inevitável, até mesmo moral, tem servido para justificar a subjugação de raças, religiões e grupos étnicos.” Esta afirmação da presidente do Center for Partnership Studies e autora de vários livros, Riane Eisler, evidencia que, as formas dominadoras estão presentes em nossa relações, em nosso imaginário, em nosso modelo mental, permeando nossas escolhas, decisões e modos de estar neste mundo. São formas invisíveis que são perpetuadas na educação de nossas crianças, dentro dos lares, disseminando a violência doméstica e consequente violência social, econômica, política, religiosa.

Abraços    ****

Vivi

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