ONDE ESTÁ O MAL ?

Com o histórico de justiça trazido como herança da civilização ocidental, a pergunta: onde está o mal?  é sempre recorrente diante dos desafios do cotidiano. Como se, ao encontrar o culpado a questão  estaria resolvida. Um olhar mais ampliado e abrangente, livre de preconceitos simplistas, rapidamente perceberá que não existe UM mal, ou UMA maldade, afinal a questão é complexa. A ciência já evidenciou que as pessoas não são más por natureza, a maldade se encontra em outros lugares. Então, onde está o mal?  Para uma resposta mais plausível, precisamos nos dispor a querer compreender o funcionamento deste processo, sair da lógica reducionista para refletir de forma sistêmica no âmbito da responsabilidade. O juiz canadense Barry Stuart nos diz com imensa lucidez: “O mal não é o que as pessoas fazem. O mal é o que as boas pessoas não evitam que aconteça”. O mal e maldade ganha força e se reproduz na negligência. A pessoa que se coloca à margem, deixando de assumir responsabilidade pelos acontecimentos, pelos feitos e expressões no cotidiano da  vida em todas as situações, já está comprometida com a uma grande maldade, pois   alimenta o mal na sua corrente de encadeamentos. Assumir uma postura de responsabilidade ativa no viver relacional, é algo que passa pela ética, da auto-ética, à ética social e política.

Abraços   ****

Vivi

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